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Louças lindas em liquidação


Semana passada, fui ao Shopping Recife ver o que tinha de bom nas liquidações. Na real, precisava comprar roupa e até comprei, mas minha alegria se fez quando cheguei à Camicado. Minha gente, aquela loja é demais pra mim, porque vocês sabem que eu sou a doida da louça, então quando vou à loja, dificilmente saio sem, pelo menos, um prato. Com os descontos dessa vez, saí com mais coisa e achei que seria legal mostrar pra vocês, porque acho que muita gente aqui quer uns itens de louça com desconto também. 



Eu já tinha comprado a versão verde água desse kit de xícara e pires. O preço: R$39,90. Acho caro mas comprei, sabe como é? Pensei em quanto tempo ia durar, em quantos vídeos eu iria usar, que peças desse tipo, quando têm qualidade, são mais caras mesmo. Enfim, trouxe. Aí, agora, cheguei lá e a versão branca do combo pires-xícara tava por R$19,90. Metade do preço é promoção de verdade, né? Trouxe esse par da foto, porque vocês sabem que nunca compro muitas peças iguais, já que gosto de misturar.



A tigelinha e a caneca cinza maravilhosas tavam por R$15,90 cada. Os preços de antes eram, respectivamente, R$24,90 e R$29,90. Mais descontos maravilhosos e em boa hora, já que minha caneca vermelhinha de estimação perdeu a asa. 


Agora, o bule maravilhoso, que arrancava meus suspiros toda vez que passava pela frente da loja. Dessa vez, tava de R$89,90 por R$59,90. Além dela, toda a linha, com xícaras, pires, bowls e mais, tudo amarelinho, tava em promoção. 

Não sei se vocês repararam, mas escolhi três cores que ficam lindas juntas: branco, amarelo e cinza. Isso é uma boa pra quem não quer comprar tudo igualzinho, escolher uma combinação de duas ou três cores que funcionem bem juntas.

Bom, né? Tô até pensando em voltar lá pra escolher mais umas coisinhas. Tem pratos rasos, fundos, tudo Porto Brasil, tudo trabalhado lindamente, enfim. Daqui a pouco, minha cristaleira fica pequena. 😁

A mulher que construiu uma casa seguindo tutoriais do Youtube

Eu demorei a ter internet em casa, não só porque sou de uma geração que já começa a falar do passado com nostalgia, mas por um motivo não muito poético: computador era coisa de rico. Depois, passou a ser não necessariamente de pessoas ricas, mas de pessoas mais ricas do que eu. Nessa pisada, só tive computador quando passei no vestibular. Justo. Um grande esforço dos meus pais em troca de um esforço meu.

Depois de algum tempo, descobri melhor uso daquela ferramenta cinza (que ficava um pouco amarela a cada dia) alimentada por internet discada que passar o fim de semana esperando alguém ficar online no msn ou catar comunidades no Orkut que me fizessem parecer mais legal; descobri o Google. Obviamente, eu sabia que o Google existia e usava sempre que necessário, mas houve um estalo que não sei quando foi: posso descobrir o que eu quiser a partir desse campinho de busca. Usar o Photoshop, escrever um roteiro, criar um blog, baixar um filme, qualquer coisa.

Veja bem, pra você que já nasceu depois da internet chegar às casas, isso tudo pode nem fazer sentido. Mas a sensação de mágica que essa descoberta causou em mim e na minha geração, que não nasceu conhecendo esses recursos mas era jovem o suficiente pra abraçá-los sem pensar duas vezes quando pôde (afinal, muitos dos pais tão descobrindo a internet ainda hoje, o que também é incrível) é indescritível.

Nisso, o Youtube nem existia ainda. Imagina quando apareceu. No começo, eu achava ruim passar mais de meia hora carregando um vídeo de cinco minutos pra depois nem tê-lo no meu arquivo. A ideia de streaming não era tão de boa com uma internet que chegava a 40kb/s, então preferia baixar o vídeo e rever sempre que quisesse sem o sacrifício da espera. E, enquanto eu descobria o mundo dos blogs pra depois me aventurar nele com o Ricota, o Youtube crescia absurdamente, se enchendo de gente com um único intuito: compartilhar.


Pessoas ensinando a passar de fazer num jogo, a se maquiar pra um casamento, a ser mais otimista, a editar vídeos, a construir uma casa.

E esse longo texto vem a partir de uma notícia que vi hoje. Cara Brookins tem quatro filhos e viveu um casamento terrível com o pai deles, do qual precisou de muita coragem pra sair. Mesmo com o divórcio, o homem continuou causando danos à vida dela e dos filhos. Depois, Cara decidiu casar com outro homem, que julgava ser forte o suficiente pra lidar, junto dela, com essas dificuldades. Foi aí que ela descobriu que forte era ela. Ele era violento mesmo.

Depois de muito tentar manter uma postura otimista diante desse casamento, ela decidiu que seria melhor - e era mesmo - sair e levar os filhos dessa casa. Só faltava uma coisa: dinheiro pra arrumar outra. Então ela e os quatro filhos viveram por um tempo numa casa muito pequena pra tanta gente, até que ela teve uma epifania. Passou em frente a uma casa incrível que tinha sido parcialmente destruída por um tornado. O fato dela estar meio aberta, no sentido cirúrgico da coisa, permitiu que Cara visse parte da estrutura à mostra. Então ela pensou: se eu não tenho dinheiro pra comprar uma casa pronta do jeito que eu quero, por que não comprar um terreno, juntar o dinheiro do material e construí-la eu mesma?


Uma vez comprado tudo isso, não tinha como voltar atrás. Sem nunca terem construído uma casa, os cinco foram aprender no melhor lugar: o Youtube. O ano era 2008 e não tinha tanto vídeo profissa de construção, mesmo assim, dava pra encarar o desafio, um tutorial por vez: como levantar uma parede, como emoldurar uma janela, como encanar o gás e por aí vai.

Fora nove meses em que ela e os filhos trabalhavam em todas as horas vagas. Sem saídas, sem diversão fora dali e, impressionantemente, nenhum nunca desistiu. Na matéria da CBS, Cara diz que aquela foi a primeira vez que os filhos se sentiram verdadeira auto-estima, com  controle sobre a própria vida. Basicamente, todos puderam se reconstruir enquanto construíam a casa.


Depois de um passo tão gigante, de um comprometimento desses, não é de se surpreender que Cara seja a maior defensora dos grandes passos ao invés das andadas de formiguinha. Pra ela, muitas vezes, você precisa de uma grande mudança na percepção que tem você mesmo. No caso dela, foi assumir a construção da própria casa.

Essa história veio à imprensa porque Cara Brookins acaba de lançar um livro contando todo esse processo de construção/transformação: "Rise. How a House Built a Family" (algo como "Erguer-se. Como uma casa construiu uma família").


Agora eu pergunto. O que você achou que não era capaz de fazer hoje? 😉

Quem não queria trabalhar aqui?

Hoje em dia, trabalho em casa e não consigo nem imaginar alguma circunstância que me faria abrir mão dessa maravilha. Nem todo mundo se adapta mas eu amo. Sento olhando pra janela do quintal, os gatos passam, faço xixi no meu banheiro, vivo mais tempo em silêncio, faço meu almoço na hora de comer e às vezes não tiro o pijama (só às vezes, porque isso, sim, é uó).

A verdade é que trabalho em casa já há alguns anos mas só pude ser feliz com essa escolha depois de chegar à minha casa. Quando morava com meus pais, por muito tempo fiquei cega pras felicidades que isso trazia porque vivia estressada com o amontoado de coisas que era meu quarto e, principalmente, com o fato de trabalhar, me divertir e descansar no mesmo cômodo. Imagina o Ricota dentro de 12m², com materiais, equipamentos, cenários e tudo o mais. Hoje, posso ver como sou feliz com o espaço em que eu vivo e trabalho e sou muito grata por isso.


Mas vejam vocês que o assunto do post nem são minhas aventuras ao trabalhar em casa, é que, como vinha dizendo no início, é bem improvável que algo me fizesse não trabalhar mais em casa, mas isso não me impediu de pirar no The Wing, novo coworking só pra mulheres que abriu em NY (fica a ideia pras empreendedoras brasileiras).

Praticamente todo o andar é decorado em rosa blush, que é um tom maravilhoso, a versão mais bonita do pêssego.Combinados a essa base delicada, muita madeira de nogueira, muito cinza claríssimo e dourado. Antes de mais nada, já digo logo que a mão do pincel chega tremeu quando vi essas cadeiras cinza. Já quero pintar cadeiras nessa cor, mesmo sem saber nem onde colocar mais. Se eu tivesse outros móveis como tenho cadeiras, tava feita.



Audrey e Lauren e a estante gigante só com livros escritos por mulheres


Meredith Grave combinando com a decoração 😊

Aurora James e Alex Covington













As fundadoras Audrey Gelman e Lauren Kassan inauguraram o The Wing em outubro e já são 350 usuárias associadas desde então. As moças que criaram todo o visual se chamam Hilary Koyfman e Chiara de Rege e, segundo Hilary, o espaço é meio que Mad Men, só que sem men. 😊 Um espaço criado e desenvolvido por mulheres, onde outras mulheres podem trabalhar e criar conexões pra gerar negócios, ideias e projetos voltados pra mais mulheres. Fortalecimento com um design maravilhoso.

Imagens e notícia daqui e daqui.

{cozinha preguiçosa} Patê de azeitonas Tambaú


Afe, que receita deliciosa de patê, minha gente. A maioria das versões que a gente encontra por aí leva maionese, então resolvi testar o patê de azeitonas com requeijão. Olha, fica maravilhoso. 



Ingredientes 

150g de azeitonas sem caroço Tambaú (sem a água da conserva);
1 xícara de chá de requeijão;
3 colheres de sopa de creme de leite;
1 colher de sopa de cebolinho picado;
pimenta do reino a gosto.

Modo de fazer

Apenas jogue tudo no liquidificador, como aparece no vídeo, e leve à geladeira por algumas horas, de preferência, uma noite inteira.

Provei com torradas e outros acepipes mas acho que fica maravilhoso com salada, macarrão ou no meio de um sanduíche. Não sei se vocês já sabem mas essa receita leva um lançamento especial: azeitonas Tambaú. Também não sei se vocês sabem, mas faz um ano que sou parceirinha da marca e, desde então, muita coisa boa foi lançada. Fico feliz e orgulhosa por trabalhar com uma marca tão acessível e tão carinhosa com os consumidores. As azeitonas são gostosas, macias e vêm com caroço, sem caroço, fatiadas ou recheadas com pimentão. Se vocês provarem, me contem.



Receita carinhosamente patrocinada pela Tambaú. 💛