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{plano b} Eva e a família

O primeiro Plano B foi massa. Muita gente se identificou com a história, falou comigo, contou um pouco da sua vida também e acho que o segundo não vai ser diferente, porque é sobre outra moça que foi atrás dos sonhos. Aliás, ela parece que nasceu pra correr atrás de sonhos.

Eva, 30 anos, é a criadora da La Pomme, que produz e vende peças com um design bem característico de lá, tudo lindo e com alma. Mas até chegar ao sucesso que a La Pomme é hoje, ela, junto com o marido Éder e a filha Isadora, percorreu um caminho longo cheio de coragem. Desde o início, o casal trabalhava junto no próprio negócio, mas mesmo quando você já mudou a rota uma vez, pode querer mudar de novo, né?

Na entrevista, a gente entende melhor como tudo aconteceu e segue a semana bem mais inspirada pra vida, pros projetos e o que vier.


Como o design e a criação de produtos entraram na sua vida ou, em outras palavras, que caminho você percorreu até a La Pomme nascer?
Segundo Eder (meu marido) essa é uma das duas perguntas proibidas ( a outra é como a gente se conheceu), porque eu me empolgo e falo demais.
Adolescente, sonhava em ser bióloga e viver viajando e fazendo pesquisa, estava me preparando pra isso (fazer vestibular pra biologia). Conheci Eder, me apaixonei, fugi de casa e casei!
O "modelo" de família que eu queria ter não casava com a forma como queria atuar na profissão, então quando concluí o 3o ano estava perdida e como não havia uma pressão para que eu prestasse vestibular de imediato, fiquei em busca de um curso que se encaixasse na minha vida e nas minhas aptidões. Enquanto isso trabalhava com Eder na área de informática. Passamos muitos perrengues e em 2003 comecei a fazer, bem amadoramente, produtos personalizados pra ganhar algum dinheiro. Em 2005 recebemos um convite pra trabalhar com fotografia em Recife e não pensamos duas vezes, arrumamos as malas, vendemos os poucos móveis que tinhamos e despencamos pra cá com um computador, as roupas, Dorinha e R$ 500,00 no bolso! Trabalhávamos com fotografia, deixei os personalizados meio de lado. As coisas melhoraram, montamos estúdio, casa, nos estabelecemos, mas eu sentia falta de algo. Eu queria mais!
Entrei pra faculdade de Artes Plásticas. Nesse período eu comecei a "buzinar" no juízo de Eder que queria voltar a produzir coisas manuais, a fazer personalizados, mas de uma forma diferente do que se via nos "fotoprodutos". Eder é um companheirão e abraçou meu desejo como dele! Fomos em busca de máquinas, materiais, programador pra colocar a loja virtual no ar... Nesse meio tempo eu tava meio desanimada com a faculdade, O curso era legal, mas não era bem o que eu queria. Um dia eu entrei numa loja de produtos de design para crianças e vi alí que eu queria era fazer o curso de design. Tranquei a faculdade e não consegui fazer o curso de design. Porque nessa época tinha muito trabalho no estúdio e a La Pomme começa a tomar tempo.
Eu sempre fui apaixonada por manualidades, desde de pequena faço "arteirices" a La Pomme me proporcionou dar vazão à essa paixão.

O que fazia você pensar "vou investir, vai dar certo?
No início da La Pomme eu tinha respaldo financeiro do estúdio, então eu encarava como hobby. Um hobby sério mas que não era meu trabalho principal. Só que a loja cresceu e chegou um momento em que eu tive que escolher dar um passo além e começar a escolher entre a fotografia e a La Pomme. 
E nós escolhemos a La Pomme. Hoje eu ainda fotografo, mas cada dia menos. Hoje a fotografia é o meu trabalho secundário.
O principal motivo que nos fez escolher, acreditar e investir na La Pomme foi a aceitação dos clientes.
E não é uma aceitação pautada pela quantidade de vendas. Foi a aceitação maneira como conduzimos o trabalho! A troca de carinho que existe é muito gratificante. A loja nos trouxe muitos amigos. Nos trouxe satisfação e reconhecimento. Cada e-mail de feed back emociona, mesmo depois de 3 anos de loja. Ouvimos tantos agradecimentos, tantas histórias cheias de alegrias onde nossos produtos estiveram inseridos. E essa troca não há o que pague!



Como é ter trabalho e casa tão integrados, misturados mesmo?
Hoje não trabalhamos mais dentro de casa. Construimos um galpão no quintal da casa onde funcionava o estúdio, levamos o ateliê pra esse espaço e por um período conseguimos dividir o galpão entre estúdio e ateliê, mas no início desse ano desativamos totalmente o estúdio. Dessa forma conseguimos deixar bem definido onde começa e onde termina casa e trabalho mesmo eles estando praticamente no mesmo lugar. No nosso caso isso facilita muito porque eu posso ter Dorica (minha filha) perto sem que ela precise abrir mão do conforto da casa. Não perco tempo com trânsito. Posso almoçar em casa. Com  toda essa tranquilidade o processo criativo é favorecido. Se eu tiver um surto criativo de madrugada é só cruzar o jardim, ainda de pijama e chegar no ateliê. Claro que tem alguns contras, mas tudo na vida tem prós e contras. 

Uma das características mais legais da La Pomme é que sua família trabalha junto com você. Como isso contribui pra qualidade do trabalho e pra qualidade de vida?
Essa resposta complementa a anterior. Como falei a La Pomme é um projeto alimentado pelo pessoal e eu sou assim, não sei me separar em Eva - profissional e Eva - pessoa, é tudo uma coisa só, tudo junto e misturado mesmo. Minhas motivações vêm do que sinto e só consigo fazer algo em que acredito. As coleções da loja são baseadas em vivências pessoais (a maioria estão relacionadas à Dorica). Ter Eder me apoiando, trocando ideia, produzindo junto só enriquece e favorece o trabalho. Ter Isabela (minha irmã) na criação é muito bom porque existe uma sintonia grande entre nós duas e isso facilita demais o processo!
A La Pomme me aproximou mais de Isabela e acredito ter fortalecido ainda mais o relacionamento com Eder, Além de favorecer a criação e formação de Isadora que está com a gente o tempo inteiro e participa de tudo, até de algumas dcecisões (mesmo tendo só 10 anos).

Que conselhos você daria a alguém que também quer mudar e seguir um Plano B na vida?
Eu acho que é preciso ter muito claro o que se quer. Se a pessoa quer um plano b pra trabalhar menos, pra não ter chefe, pra ter horário flexível, tá indo pelo caminho errado porque quando se tem o próprio negócio se trabalha triplicado, sem hora pra começar e terminar, você não terá um chefe, cada cliente seu será um chefe que te cobra, que quer o melhor de você, que precisa que você cumpra os prazos...
Se o objetivo é exclusivamente financeiro, cuidado. No início se trabalha MUITO e o retorno financeiro não é equivalente, nem a estabilidade financeira.
E esse início não são os primeiros meses, muitas vezes são os primeiros anos.
Em contrapartida, quando você faz o trabalho com amor e dedicação o retorno (que vai além do retorno financeiro) é reconfortante e recompensador. O prazer de trabalhar com o que se ama, com o que te motiva só sabe e entende que vive isso. Conseguir quebrar a barreira comercial cliente x empresa e receber palavras de carinho e agradecimento de volta é ímpar!



Quando a gente lê Evinha contando a sua história, só consegue pensar que ela não tem medo de mudança, né?   Mudou de estado, de vida e embarcou em negócios novos até encontrar o seu. Coisa linda ver uma família unida e se apoiando assim todos os dias.

10 comentários

  1. Adorei e fiquei cheia de orgulho da filhota. (mais orgulho ne?)
    Parabens!

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    1. Filha de peixe, peixinho é...
      Linda história, acima de tudo tem que se ter coragem, muita coragem para encarar o novo, o desconhecido e isso nem todo mundo tem..

      bjs
      Edi

      meuladarteiro.blogspot.com.br

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  2. Admiro demais essa família, todos são inspiradíssimos e inspiradores :)

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  3. Era exatamente isso que ia dizer, como disse o comentário acima, precisa de coragem e ser firme, pé no chão! Estou passando por uma fase de mudanças, vim para o Japão, trabalhei em fábrica até dizer chega e agora tomei coragem de voltar para o Br, correr atrás dos meus objetivos, muitos já me falaram que eu vou quebrar a cara (mas oras eu nem tentei como já sabem?) e essa série do Plano B está me ajudando muito, a principalmente ver que com amor,coragem,empenho conseguimos chegar aos nossos ideais!
    Parabéns pelo blog!

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  4. Cada dia que passa admiro mais Evinha...e ela disse algo de muita relevância. Tem muita gente que acha que ser dono do próprio negócio, é naõ ter horários, cobranças, enfim....e realmente não é por ai, o comprometimento tem que ser mil vezes maior!!!! Adorei a entrevista bjs Leila Vergara

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  5. Ain, gosto tanto dessa família! <3
    [mesmo sem conhecê-los hahahahaha]

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  6. thaiz bessa31/05/13 20:08

    adoro essa família ... adoro esse trio lindo e competente ... adoro La Pomme ... e adoro andar aqui pela casa e dar de cara com maçãzinhas espalhadas aqui e ali ... La Pomme é alegria ... é carinho ... é felicidade!!! Vida muito longa e muito sucesso para a família La Pomme!!!!
    bjosssssssssssssssssss #TatisFã risos risos

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  7. Admiro todos que não tem medo de viver seus sonhos!
    bjsss

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  8. Família toda talentosa.
    A mãe é das pessoas mais talentosas e carismáticas que há! <3

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