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O que você quer ser quando crescer?

Um assunto que tem me interessado cada vez mais é a relação das mulheres com o trabalho, sabe? Tudo relacionado a isso me chama atenção. Quero saber sobre a discriminação histórica que a gente sofreu, sobre as lutas pela igualdade, sobre os esforços - mesmo hoje em dia - pra ter o mesmo respeito e ganhar o mesmo que os homens que exercem as mesmas funções.

Me interesso por saber como nossa presença no mercado de trabalho (não só presença, mas a atividade consciente) tem mudado, e ainda vai humanizar muito, o próprio mercado. 

Bom, mas além dessas coisas mais tensas, eu gosto muito de saber como as pessoas decidiram fazer o que fazem da vida. O Plano B, por exemplo, é uma forma de ver inspiração nas escolhas de trabalho da galera por aí. Daí, ontem, vi na Revista da Cultura (pego sempre, adoro) uma reportagem de Clariana Zanutto sobre o que várias pessoas conhecidas em diversas áreas queriam ser quando crescessem. 

Quando a gente é criança, romantiza um bocado o trabalho e muitas vezes isso se perde totalmente com o tempo, mas é legal demais ver como essa fantasia passa a fazer parte da realidade em muitas histórias. Então separei, entre muitas legais, a história de três moças especialmente legais.


“Desde criança, não pensava em fazer algo diferente do que faço hoje, sempre quis trabalhar com roupas. Na minha casa, sempre tinha uma costureira e eu amava fazer as minhas próprias roupas e as da minha irmã. Eu bordava, cortava e depois usava apertando com cintos e faixas. Sempre foi o que quis ser quando crescesse.”


“Um irmão meu queria ser pipoqueiro, o outro, boiadeiro. Mas eu nunca soube. E acho que tive sorte em não saber o que queria ser. Me botaram para ser professora de línguas e foi ótimo; me botaram para ser bancária e foi ótimo; bibliotecária foi ótimo; secretária foi ótimo; tradutor e intérprete foi ótimo; artista está sendo ótimo. A única vez que fiz uma escolha, escolhi errado: fazer medicina. Puta que pariu, que erro! As pessoas não devem escolher, têm de ser escolhidas. Depois, percebi que a gente não tem que fazer o que gosta, mas tem de gostar do que faz. Nem sempre você pode ser o que quer. E tem tantas coisas de que pode gostar.”


“Quando eu era pequenininha, adorava assistir ao Chacrinha e queria ser uma chacrete. Achava aquilo o máximo. Minha tia fez uma roupa de chacrete pra mim, toda prateada, cheia de brilho, tinha até uma bota, e eu dançava e achava muito divertido. Quando cresci um pouco, antes da adolescência, pensei em ser arquiteta, já que ficava brincando de boneca e fazendo as suas casas. Eu pegava o jornal de domingo e ficava vendo as plantas dos apartamentos, imaginando a casa, os espaços. Gostava de desenhar muitas plantas de casas. Mais pra frente, fui achando algo mais perto da minha profissão. No final da adolescência, pensei em ser atriz. No meio disso tudo, ainda fiz um curso de Geografia, mas, no final, me achei mesmo como diretora.”

Me lembrei que, quando era criança, quis ser arqueóloga, cabeleireira e jornalista. Acabei publicitária porque achei que dava pra ser um pouquinho de várias coisas que gostava num trabalho só. Não deixa de ser. Penso que, ainda que vá fazer outra coisa na vida qualquer dia, fico feliz pela graduação que eu escolhi e o que vivi por isso. :)

E vocês, o que queriam ser quando crescessem?

24 comentários

  1. Eu queria ser arqueóloga, como 90% das pessoas da minha idade! E esse sonho rendeu - e rendeu tanto - que eu quase prestei vestibular pra arqueologia, mas como na UFPE caiu em exatas... acabei prestando pra Museologia! E me formo agora em setembro :)

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  2. Que post lindo. :)

    Já quis ser veterinária (quando achava que a profissão se resumia a dar banho e alimentar os bichinhos) e matemática, mas lá pros 14 anos senti o chamado da Publicidade, hahaha. Daí pra frente sempre soube que queria esse curso e essa profissão, e tô bem feliz assim. :))

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  3. Sempre me identifiquei com comunicação social, publicidade, design de moda, design de interiores, tudo que envolve criatividade, envolvimento com pessoas...meu primeiro vestibular foi pra Rádio e TV (sempre fui louca pra apresentar programa de rock na rádio!!!kkk) e fiquei no remanejamento da UFPE, mas não fui chamada...ai como tinha que passar em algo fiz pra Secretariado Executivo na UFPE também, sou formada a quase 3 anos, trabalho na área mas não sou de todo feliz! Por isso esse ano, aos 25, tentarei vestibular novamente e mesmo pensando em passar 4,5 anos na faculdade acho que no final valerá apena!!!


    Beijos Dani =D

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  4. Eu já quis ser tudo, desde Paquita até Médica. Escolhi ser Engenheira Agrônoma e acho que foi um grande erro meu. Ainda não me encontrei, mas agora sou diferente do que era quando pequena: Se antes eu queria ser tudo, hoje tenho muito medo de cometer um erro escolhendo outra coisa novamente. Mas já sei que quero conseguir pensar igual à Elke s2

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  5. Maria Levy11/07/13 17:40

    Comecei querendo ser dona de uma loja de fantasias, depois princesa, depois presidente do Brasil. Hoje estudo Políticas Públicas na UFRGS e quero trabalhar com políticas de igualdade de gênero, mas seria muito feliz fazendo figurinos de teatro também <3

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  6. apenas que eu tô amando saber as histórias. <3

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  7. Bem pequena queria ser professora!
    Durante boa parte da minha infância alternei entre a vontade de ser detetive e arqueóloga.
    Cresci... fiz Técnico em Metalurgia, a primeira facul não concluída foi Processamento de Dados, odiava! A segunda foi Geografia, tbém não concluída, por vários outros motivos, mas essa eu gostava muito!
    Trabalhei vários anos com informática, ganhava bem, mas ganhei muitos cabelos brancos nessa época. Trabalhei em livraria, loja de roupa. Tive loja tbém! E agora trabalho com turismo durante a temporada de verão e durante o inverno sou artesã!
    Taí uma criatura que sabe o quer da vida, né?!... kkkkkkk...

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  8. Meu maior sonho de infância era ser astronauta, inclusive juntei dinheiro e comprei um telescópio! Depois quis ser "cientista", seja lá o que isso fosse, haha. Daí quis ser arqueóloga, paleontóloga, jornalista... Hoje estudo Letras - e não poderia estar mais certa do caminho que escolhi. :)

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  9. Aliás, minha mãe trabalha com crianças do fundamental e sempre diz que é incrível como, à medida em que crescem, as meninas vão perdendo cada vez mais o interesse por profissões ligadas à ciência, tecnologia, engenharia, matemática... os famosos "STEM fields" em inglês. Vocês também observam isso nas meninas que conhecem?

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    1. Dani e Eve:

      Já que você estão interessadas no assunto, eu recomendo MUITO esse livro aqui: http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=13469
      A autora fala (entre outras coisas) como a sociedade manda mensagens para as meninas desde a infância dizendo que não vale a pena lutar por cargos de liderança. Ela fala, por exemplo, do estereótipo da mulher-bem-sucedida-que-não-tem-tempo-pra-família (sério, quantos filmes já vimos que mostram uma executiva estressada e triste que não consegue passar tempo com os filhos? será que é sempre assim?) e de como os garotos nunca são julgados por terem opiniões fortes, ao passo que as meninas logo são apelidadas de "mandonas".
      No livro ela conta experiências pessoais (ela é executiva do fb, poderosíssima) e de outras mulheres bem-sucedidas que dão depoimentos sobre carreira. Acho que é um livro bem bacana pra quem tá começando na vida profissional.

      bjo!
      Francine

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    2. Francineee, que quero comprar esse livro há um tempo e comprei há dois dias (na Cultura, tá por R$27 pra quem tem o +Cultura). Li umas vinte páginas só até agora e já tô naquele clima de as-coisas-são-piores-do-que-a-gente-pensa. várias questões de machismo que nunca tinham me ocorrido. =/

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    3. É, a verdade dói né... Mas é incrível ela falar disso, porque sinto que no ambiente corporativo as pessoas são muito competitivas e parece que não pega bem falar neste assunto... Tem uma parte do livro que ela conta porque tomou a decisão de escrever o livro, é bem bonito...

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    4. "A verdade te liberta mas primeiro ela vai te enfurecer" (Gloria Steinem, escritora e jornalista, e ícone feminista)

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  10. Eu sempre adoro as entrevistas da Elke. Muito engraçada e autêntica. Ao vivo, ela tbm é assim mesmo. Admiro !!
    bjs

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  11. Eu queria ser veterinária..fiz,me formei,trabalhei 14 anos na área..não fui feliz...Li o depoimento da Elke e concordo até com as vírgulas do que ela disse...

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    1. Nossa! igualzinho eu kkkk veterinários...

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  12. Que bonito o depoimento da Elke Maravilha. Sábia ela!

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  13. Simplesmente AMEI o depoimento da Elke, maravilha! E olha que ela desistiu de ser médica, UAU! Eu sempre quis ser juíza, hoje trabalho assessorando uma e desisti da profissão. Libriano tem um senso de justiça muito forte e ser tolhido pelas leis (pq no fim é isso que acontece) dá uma sensação muito ruim! Quero isso pra minha vida mais não! Já tenho outros planos agora. Espero que dê certo! Mas na minha época de vestibular pensei em fazer publicidade, simplesmente porque eu também adorava várias coisas. hahahaha

    Beijos

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  14. Que post incrível, amei!
    Quando era pequena queria ser gari! Amava varrer, passar rodo.. até tinha um mini kit de limpeza e amava! Também acho que a roupa toda laranja me chamava a atenção! hehe
    Mas fiz Direito, estudo pra concurso, mas como a libriana aí em cima também me desanimei bastante com a realidade da profissão.
    Sigo na busca do que eu realmente quero pra mim.
    Beijos

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  15. Nossa concordo muito com a Elke!!!!
    Fiz Medicina Veterinária por que desde criança sempre quis, mas a rotina da veterinária não era o que eu sonhava (eu tinha esquecido do detalhe que bichos fofo tem dono nem sempre fofos rs) e me encontrei em uma área totalmente diferente e estou feliz, então é isso, meio que a gente não tem que escolher (principalmente qdo se é criança) e sim ser "escolhido".

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  16. Meu Deus, que lindoooooooooooooo o que a Eike falou, é exatamente isso!!! Onde você achou? É genial o que ela disse. Eu estou num momento de frustração profissional, querendo mudar de emprego, mas não achei ainda outro emprego. É totalmente verdade.

    Vou dar um jeito de emoldurar, para eu nunca mais esquecer isso.

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  17. Ai que burra, nem sei como pulei o parágrafo que diz onde vc achou! Eu joguei no Google e não achei fácil essa citação.
    É a pressa de ir dormir logo pq são 2h30 da madrugada, dia cheio pela frente! Desculpa minha falta de atenção =(

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  18. Coincidência ler esse post na semana que acabo de ler o maravilhoso "Como encontrar o trabalho da sua vida" de Roman Krznaric que me ajudou bastante no momento que me encontro agora. Sou arquiteta e designer gráfica com mestrado em design e trabalho no ensino superior, mas fiz 30 anos e bateu aquela coisa... Recomendo a todas que também estão se sentindo "meio assim".

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