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{plano b} Tita e as flores

O processo de montar o próprio negócio tem muitos prazeres e muitos percalços. No começo, a gente acaba se dividindo entre duas carreiras e ficando com os dois corações na boca. Não é fácil se equilibrar, mas se tem uma coisa que motiva e dá força é a paixão. E taí uma coisa que tem no Plano B de hoje. :)

Meio pelo destino, a recifense Tita resolveu seguir o instinto e trocar a publicidade pela paixão pelas flores. Hoje, a dedicação dela tá na Dona Jardineira, que nasceu fazendo paisagismo para pequenos espaços e consultoria de paisagismo. Meio por acaso, Tita decorou o primeiro casamento, não parou mais e a Dona Jardineira ganhou mais um serviço no portifólio. Nas palavras dela,  "é uma delícia inventar uma decoração pra um espaço, pra uma pessoa, num momento tão especial. Acaba sendo um mix de dedicação, carinho e suor. Ah, muito suor."

Pra conhecer um pouquinho mais sobre Tita e se inspirar nessa história, é só ler a entrevista aqui embaixo.



Como nasceu a paixão pelas flores e se transformou em um trabalho paralelo? 
Sempre convivi em um ambiente cercado por plantas, foi inerente a mim esse interesse, essa paixão. Cresci numa casa muito grande, com um jardim repleto das mais variadas flores e plantas, temperos e ervas- lembro que todos os dias tinha chá de erva-doce, cidreira, canela -  todos da casa, além de pinheiros, palmeiras imperiais, espécies aquáticas; tinha um quintal repleto de diversas árvores como mangueira, pitangueira, abacateiro, canela, acerola, limão, laranja. Meus fins de tarde eram uma delícia, pois era a hora de aguar as flores, e tudo ficava coberto com o cheirinho gostoso delas, a exemplo do manacá e dos jasmins. Minha avó materna, Dona Ivone, me ensinou muito do que sei sobre as plantas, além, claro, de eu ter me aprofundado nos estudos e ter feito cursos de paisagismo e design floral.

Como foi o processo de troca da publicidade pela Dona Jardineira? 
Foi um processo muito difícil. Porque gosto de publicidade, é muito instigante, e na época que decidi sair, eu estava trabalhando num local maravilhoso, com pessoas fantásticas, as quais muitas são minhas amigonas. Sair da zona de conforto foi um desafio, porque eu precisava encarar minha paixão, não mais como um hobby, mas como algo com que eu pudesse ser feliz e me sustentar ao mesmo tempo; Um dia, uns 8 meses atrás, olhei para minha prateleira e vi a grande quantidade de livros sobre paisagismo, arte floral, que eu colecionava desde que sai da faculdade. Alguma coisa estava errada. Estava indo contra o meu instinto. Mas, a ruptura, além de ser dolorosa, ainda tem um motivo complicador: grana. É importante uma reserva. Montar uma empresa, se firmar no mercado, o processo é lento e muito árduo. Mas estou me esforçando para que cada dia valha a pena.



Hoje, você já abraçou totalmente a Dona Jardineira ou tá em fase de transição? 
Ainda estou em fase de transição. Tentei me segurar por 6 meses só com a empresa, mas achei mais coerente voltar por um tempo a prestar serviço na área da publicidade, que é algo que gosto, mas meu coração e minha energia são todos da Dona Jardineira.

Quais as maiores dificuldades que tem encontrado pra levar a vida nova adiante?
Você ser dona do próprio negócio desprende muita energia. As decisões sao suas, o trabalho de visibilidade da marca é seu, ainda mais quando é a primeira vez que se decide ser uma microempresária. Você não faz só o lado bonitinho, criativo e artístico, tem a parte burocrática, que se faz necessário dominar. Graças à Deus, tenho muitos amigos queridos, todos talentosíssimos, que fazem parte do que eu chamei de "Coletivo Dona Jardineira". Eles contribuem, da maneira como podem, com o processo inventido e produtivo da empresa. Essa troca (altruísta, digamos assim) é maravilhosa.

Que lições você já aprendeu desde o começo que podem ajudar quem também planejar mudar?
Bom, acho que é essa pergunta é no gerúndio, kkkk, "o que ainda estou aprendendo...". Todo dia é um aprendizado. Mas, a lição número 1 é: acredite em você mesmo. Senão, quem mais vai acreditar? E...planjamento. Definir objetivo e foco, produtos e serviços, o diferencial da empresa, ter uma gama de bons fornecedores, fazer boas parcerias, agregar valores positivos a sua imagem.


Antes de conhecer a história de Tita, largar tudo e viver de flores parecia enredo de conto de fadas, mas quando a gente lê cada uma das respostas, percebe que nenhum caminho é só sonho. Tudo pode se tornar real e tudo exige esforço e dedicação, mas sempre tem recompensas. ;)

4 comentários

  1. O trabalho da Dona Jardineira, já tinha lido sobre e visto fotos, é lindo.
    a gente v amor nas decorações tudo muito lindo!

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  2. uma lindeza
    admirei o trabalho dela e a coragem =)

    bjos
    kammy
    Comer, Blogar, Amar

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