Decoração

Decoração
Decoração

Vídeos

Vídeos
Vídeos

Receitas

Receitas
Receitas

O que você faria se não tivesse medo?

O título do post é uma frase que aparece logo no início de Faça Acontecer*, livro da vice presidente do Facebook, Sheryl Sandberg. Li há alguns meses e acabei demorando a escrever sobre pelo simples fato de não saber por onde começar.



Então resolvi partir do choque. Do momento em que eu tava de boa lendo, parei e pensei: putz, quase todo o impedimento pra quase tudo que quero fazer é medo. E dá pra dizer que esse é um livro sobre trabalho, sobre feminismo, mas acho que, antes de tudo, é sobre vencer o medo.

Nos primeiros capítulos do livro, Sheryl mostra, citando várias pesquisas, como nós mulheres nos impedimos de alcançar e mostrar nosso potencial no trabalho. Como ganhamos menos mesmo sendo estatísticamente mais preparadas, como somos menos promovidas. Mostra como tudo que a gente faz vem carregado de culpa, como a gente tende a se achar uma farsa e como temos uma necessidade inata de agradar, de ser uma boa filha, uma boa esposa e uma companheira de trabalho dedicada ao bem estar de todos. E como nossas vontades tão sempre em terceiro, quarto plano pra nós mesmas.

A partir da metade, ela mostra como os homens e a sociedade de modo geral são resistentes ao crescimento profissional da mulher. E, depois, ela chega a sugerir algumas formas de agir em relação às atividades de casa e à conquista de espaço - e até de direitos - no trabalho.

A cada frase que eu lia, me identificava mais. E alguns momentos em especial chegavam a me derrubar mesmo porque apontam pra manifestações de machismo que nunca tinham me ocorrido ou pras quais eu fechava os olhos. Uma das pesquisas mostra que a maioria dos homens é promovida pelo potencial e a maioria das mulheres é promovida pelo que já fez pela empresa. A gente tem que mostrar muito serviço - e não só talento - pra conseguir espaço.


Numa hora, ela conta de outra pesquisa em que um número X de pessoas foi dividido em dois grupos. Ambos ouviram a descrição de uma pessoa no ambiente de trabalho. A história falava sobre alguém competitivo, que expunha suas ideias, trabalhava bastante e outras coisas que não vou lembrar agora. Pra um grupo, os pesquisadores disseram que a pessoa era um homem. Pro outro, disseram que era mulher. Aí, pediram uma avaliação dessa pessoa e veio a bomba: o grupo que pensava que era um homem aprovou total as atitudes. O grupo que achou que era uma mulher reprovou. Acharam que um homem com essas características era "um cara de futuro" e a mulher com a mesmíssima descrição era egoísta e falsa. Tudo isso porque as pessoas - homens e mulheres - acreditam que homens têm que cuidar de si e mulheres têm que cuidar de todos. Estamos condenadas a ser mães em qualquer contexto, na mentalidade geral.


Em outro momento, ela cita uma coisa que costuma passas despercebida. Vocês já notaram que boa parte dos homens que fazem trabalho doméstico dizem que ajudam suas mulheres com a casa? Se eles dizem que ajudam é porque partem do princípio que não é obrigação deles e sim delas. As mulheres, muitas vezes, também dizem orgulhosas "meu marido me ajuda", quando, na verdade, ele só tá cumprindo a obrigação dele (ou só parte dela). Todo mundo que mora numa casa tem obrigações domésticas e isso não depende de gênero. Ouvi esse verbo "ajudar" mal empregado a vida inteira e nunca tinha atinado pra isso.

Muitas outras coisas no livro chamam atenção. Se eu fosse citar tudo, esse post não tinha fim. Ao contrário do que o título possa fazer parecer, não é um livro só pra mulheres que querem chegar no topo de uma empresa, mas pra mulheres que querem liderar sua vida e suas escolhas. Principalmente, é um livro pra se livrar do medo besta que faz com que a gente, tantas vezes, não saia do canto.


E, pra quem comprar o livro, eu sugiro que empreste a pelo menos um homem, principalmente se você divide sua vida com ele.

*Aqui tá o link do livro no Submarino, com o código de afiliados do blog. Se você gosta do Ricota e compra clicando nele, o blog ganha 8% do valor. ;)

13 comentários

  1. Já passei o link pra várias amigas, vou comprar essa semana ainda e começar a ler.

    ResponderExcluir
  2. ganhei esse livro semana passada... estou amando!!
    Sheryl é maravilhosa.


    Bjs,

    ResponderExcluir
  3. Esse livro é maravilhoso! Sugestão: coloca aqui o link da palestra dela no TED, acho bacana as leitoras verem = )

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. eita! eu também nunca vi a palestra. vou procurar. :)

      Excluir
    2. Segue o link = )

      http://www.ted.com/talks/sheryl_sandberg_why_we_have_too_few_women_leaders.html

      Excluir
  4. Adorei o tema. Vou comprar pra ler.
    Detesto corrigir texto de gente legal que nem você. Mas ACHO que farSa é com s, não??

    Até procurei no google pra não falar asneira mas tá difícil de chegar uma conclusão. kkkkkk Dá uma olhadinha pra ver se tá certo? <3

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Mah, assim que vi teu comentário, pensei: não acredito que escrevi com ç de novo! :D

      Excluir
    2. THE BEST BLOGUEIRA EVER! <3

      Excluir
  5. É por isso que amo esse blog. Ganhei esse livro segunda, no meu aniversário. Meu namorado pesquisou e disse que esse seria o melhor presente que poderia me dar: mais um tijolo pra minha nova vida.
    Primeiros capítulos, que palavras...
    Como eu quero ter a força dessa mulher.

    ResponderExcluir
  6. Gosto mt de temas assim! Essa parte do homem dizer que 'ajuda' sempre me intrigou! Ainda não sou casada, mas ja deixo claro pro meu namorado que as tarefas são deveres dos dois, e que nao tem essa de dizer ajuda hahahaha... Amando seu blog! Vou comprar o livro!

    ResponderExcluir
  7. Gente, o meu namorado sempre dizia q iria "ajudar" qdo casassemos. Hj em dia moramos junto e ele custa a fazer qquer coisa. Tomem cuidado hehehe, é preciso afirmar constatemente que a casa nao é só sua (da mulher) pra eles, pois elem tendem sim a achar que acharam uma nova mãe.

    ResponderExcluir